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Brasil desenvolve foguete para reduzir dependência externa em lançamentos espaciais

Tecnologia desenvolvida em São José pode colocar primeiro foguete brasileiro em órbita O Brasil está desenvolvendo um foguete brasileiro que pode colocar sa...

Brasil desenvolve foguete para reduzir dependência externa em lançamentos espaciais
Brasil desenvolve foguete para reduzir dependência externa em lançamentos espaciais (Foto: Reprodução)

Tecnologia desenvolvida em São José pode colocar primeiro foguete brasileiro em órbita O Brasil está desenvolvendo um foguete brasileiro que pode colocar satélites em órbita sem depender de outros países. E parte dessa tecnologia é feita por empresas de São José dos Campos e Jacareí, no interior de São Paulo. O projeto é do Microlançador Brasileiro (MLBR), um foguete de pequeno porte que está sendo criado por um conjunto de empresas com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O foguete terá cerca de 12 metros de altura (equivalente a um prédio de quatro andares) e capacidade para transportar satélites de até 40 quilos. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), entre os países que possuem atualmente capacidade própria de lançar satélites ao espaço estão Estados Unidos, Rússia, China e Índia. Uma das empresas que lidera o projeto é a CENIC, de São José dos Campos. Segundo os responsáveis pelo desenvolvimento, os satélites lançados poderão ser usados em áreas como telecomunicações, monitoramento ambiental, agricultura e defesa. "Desde sistemas de navegação próprios semelhantes ao GPS, passando por sistemas de observação da Terra, sensoriamento, previsões meteorológicas, ou seja, existe uma grande quantidade de aplicações possíveis", disse o engenheiro Ralph Correa ouvido pela Rede Vanguarda. Maquete de foguete, em empresa de São José dos Campos. Gabriel Guimarães/TV Vanguarda Ao todo, 10 empresas brasileiras participam do desenvolvimento do foguete. A maioria delas fica no Vale do Paraíba, como a CENIC e a PlasmaHub, em São José dos Campos. As companhias atuam em diferentes áreas do projeto, como sistemas de lançamento, aerodinâmica e desenvolvimento da tecnologia espacial do microlançador. "É uma atividade técnica de engenharia bastante complexa. E todo mundo gosta de dizer desafio, né? Então, aqui o pessoal trabalha com essa motivação. Para o Brasil conseguir autonomia no lançamento desses foguetes é como conquistar uma chave que abre as portas para o espaço. No mundo, pouquíssimos países possuem essa chave", disse Toshiaki Yoshino, diretor de programas. A expectativa é que o primeiro lançamento aconteça a partir de 2027, após a conclusão das etapas de testes e qualificação dos sistemas. O lançamento deve ser feito no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, considerado estratégico por ficar próximo à linha do Equador. Ao todo, o projeto recebeu investimento de R$ 189 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Agência Espacial Brasileira. Se o lançamento for bem sucedido, vai colocar o Brasil numa lista seleta de países que possuem o chamado Acesso Independente ao Espaço. Ou seja, produzem satélites, têm base de lançamento própria e são capazes de produzir os foguetes. "É muito gratificante, porque mostra que a gente consegue fazer tecnologia de ponta no Brasil, não só aquilo pelo que a gente é muito conhecido lá fora, como a nossa cultura, mas também mostrar que a gente é capaz de fazer coisas que são exemplo para o mundo todo em termos de tecnologia", disse o engenheiro de sistemas Raphael Galate. Imagem de foguete desenvolvido pelo Brasil. Reprodução/MLBR Imagem de foguete desenvolvido pelo Brasil. Reprodução/MLBR Imagem de foguete desenvolvido pelo Brasil. Reprodução/MLBR Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina